De tarde ainda não sei a que horas regresso, pois poderei vadiar um pouco pela cidade. Ou melhor, passar pelos locais que frequentava, as lojas, as escolas, os jardins, a associação. Sem me deter, apenas sentir-me turista frente a manequins nas montras.

Espero um cliente a meio da tarde e aproveitarei a manhã para adiantar o trabalho duma proposta a um concurso que será decidido no mês que vem. Podia ficar em casa da parte da manhã pois até me concentro mais, mas combinei almoço com alguém.

O corpo pede mais descanso e o corpo queixa-se do mau jeito nos rins, das horas deitado. ontem mantive-me de pé até mais tarde, entretendo-me, para ter a certeza que o sonho me apanhava mal viesse deitar. Não me recorda assim tanta gente com que merecesse imaginar diálogos para adormecer.

Os pais não me incomodam. Suportam bem o meu silêncio. Talvez só queiram verificar que não faço algum mal. Não me dou ao trabalho de lhes explicar que não há qualquer problema nem sequer ando triste. Resido nisto, só.

Não faço ideia se os meus pais estão por cá. Passam mais tempo na cidade do que eu. Não suponho que tenham assim tantas raízes lá e até julgo que ficaram felizes por me ver retomar propriedades que vinham dos avós. Mas um cabeço elevado separa as nossas casas e a estrada, vinda do apeadeiro, […]